cur
to
poema
cur
to
Sábado cinza.

Filme muito bom. Adorei.
Jazz,
fumaça e orelhas quentes
trombone piano e soledad...

Filme muito louco, faz lembrar a ideologia Bitnick (em tupiniquinez).
Vale a pena assistir!!!!
Um homem com uma dor
um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegasse atrasado
andasse mais adiante
Paulo Leminski
Sossegue coração
sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa
Paulo Leminsky
GÊMEOS

Dois que são um (uma),
uma ode à beleza,
doçura branca
cujos picos (bicos),
desconcertam
de tão certos.
O MAIS BELO POEMA QUE JÁ FIZ

O sol ia
levando consigo o dia
que, por ironia
sumia,
anunciando o outro dia
que também seria
repleto de tristeza.
* Se eu fosse alegre rimaria.

Mais uma vez essa maldita vida
VAi te levar pra tão longe de mim
Que a tristeza há de voltar assim
Como um trabalho numa nova lida.
É bem mais triste agora que te tenho
Cá nos meus braços outra vez e agora
Vais me deixar como deixou-me outrora
Levando tudo que em mim retenho.
Não poderá levar minhas lembranças
Talvez tu leves minha esperanças
De acreditar naquilo que não sei.
Leve minh´alma para onde tu fores,
Leve meu canto, leve meus amores.
Devolva só os beijos que te dei.

Um dia tu serás velha,
E neste dia então, andarás à procura do paraíso
Numa igreijinha qualquer da freguesia
E as mocinhas na idade do sorriso
Te lançarão sorrisos de ironia.
Mas disso tu não sofrerás, porquanto
Ainda poderá causar espanto
Contando as glórias que tiveste aqui.
E contarás numa vaidade austera
Que num ano qualquer de nossa era
Um poeta morreu de amor por ti.

Quando o mar se debruça sobre a areia
Endornando-a de espuma e sargaço
E o sol - tal qual velhinho - passo a passo
Esconde trás dos montes a candeia
A noite vem tal como por um laço
Escurecendo as brumas e a areia
E a mão da lua, a tremular, semeia
Bandos de estrelas pelo azul do espaço.
A noite traz consigo uma saudade
De a creditar que na posteridade
O meu amor não te fará sofrida.
Hei de viver pra sempre desse jeito
Por este amor que hora me sangra o peito
Mas que, no entanto me alimenta a vida.

Tenho-te entre as mãos, a todos indiferente
Quando nos achamos a sós, tu e eu a meditar
Eu com o cérebro fresco, tu com o crânio ardente
Vivemos assim, os dois, a extravagar.
Eu sugando tua vida pela fumaça quente
E tu, à minha vida, inda quente, andas a sugar
E assim morremos em par adolescente
Pelo pouco que vivemos, pelo muito extravagar.
Eu com alma abstrata, tu com alma gasosa
Vivemos os dois eterna, nebulosa
Esperança de após à morte inda viver,
Mas não será assim amigo, eu te asseguro
Que a minha e a tua alma destinam, no futuro
Morrerem, quando em massa nosso par morrer.


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BRASIL, Nordeste, VITORIA DA CONQUISTA, CANDEIAS, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Gastronomia
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