Bar do Bardo


29/11/2007


cur

to

poema

cur

to

Escrito por Jakito às 19h32
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24/11/2007


Sábado cinza.

Escrito por Jakito às 20h55
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Filme muito bom. Adorei.

Escrito por Jakito às 20h25
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14/11/2007


Jazz,

fumaça e orelhas quentes

trombone piano e soledad...

Escrito por Jakito às 00h12
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02/11/2007


Filme muito louco, faz lembrar a ideologia Bitnick (em tupiniquinez).

Vale a pena assistir!!!!

Escrito por Jakito às 19h13
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04/09/2007


Um homem com uma dor


um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegasse atrasado
andasse mais adiante

Paulo Leminski

Escrito por Jakito às 13h01
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27/01/2006


Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana ( livro Canções de Mário Quintana)

Escrito por Jakito às 09h52
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25/01/2006


Sossegue coração

sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

                       Paulo Leminsky

Escrito por Jakito às 11h04
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GÊMEOS

Dois que são um (uma),

uma ode à beleza,

doçura branca

cujos picos (bicos),

desconcertam

de tão certos.

 

Escrito por Jakito às 10h51
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23/01/2006


O MAIS BELO POEMA QUE JÁ FIZ

 

Escrito por Jakito às 08h41
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12/07/2005


Rima Pobre

O sol ia

levando consigo o dia

que, por ironia

sumia,

anunciando o outro dia

que também seria

repleto de tristeza.

* Se eu fosse alegre rimaria.

Escrito por Jakito às 14h26
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11/07/2005


NÔMADE

Mais uma vez essa maldita vida

VAi te levar pra tão longe de mim

Que a tristeza há de voltar assim

Como um trabalho numa nova lida.

 

É bem mais triste agora que te tenho

Cá nos meus braços outra vez e agora

Vais me deixar como deixou-me outrora

Levando tudo que em mim retenho.

 

Não poderá levar minhas lembranças

Talvez tu leves minha esperanças

De acreditar naquilo que não sei.

 

Leve minh´alma para onde tu fores,

Leve meu canto, leve meus amores.

Devolva só os beijos que te dei.

Escrito por Jakito às 12h34
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08/07/2005


Um dia tu serás velha,

E neste dia então, andarás à procura do paraíso

Numa igreijinha qualquer da freguesia

E as mocinhas na idade do sorriso

Te lançarão sorrisos de ironia.

Mas disso tu não sofrerás, porquanto

Ainda poderá causar espanto

Contando as glórias que tiveste aqui.

E contarás numa vaidade austera

Que num ano qualquer de nossa era

Um poeta morreu de amor por ti.

Escrito por Jakito às 12h30
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07/07/2005


SONETO DO ANOITECER

Quando o mar se debruça sobre a areia

Endornando-a de espuma e sargaço

E o sol - tal qual velhinho - passo a passo

Esconde trás dos montes a candeia

 

A noite vem tal como por um laço

Escurecendo as brumas e a areia

E a mão da lua, a tremular, semeia

Bandos de estrelas pelo azul do espaço.

 

A noite traz consigo uma saudade

De a creditar que na posteridade

O meu amor não te fará sofrida.

 

Hei de viver pra sempre desse jeito

Por este amor que hora me sangra o peito

Mas que, no entanto me alimenta a vida.

Escrito por Jakito às 14h36
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SONETO AO MEU CIGARRO

Tenho-te entre as mãos, a todos indiferente

Quando nos achamos a sós, tu e eu a meditar

Eu com o cérebro fresco, tu com o crânio ardente

Vivemos assim, os dois, a extravagar.

 

Eu sugando tua vida pela fumaça quente

E tu, à minha vida, inda quente, andas a sugar

E assim morremos em par adolescente

Pelo pouco que vivemos, pelo muito extravagar.

 

Eu com alma abstrata, tu com alma gasosa

Vivemos os dois eterna, nebulosa

Esperança de após à morte inda viver,

 

Mas não será assim amigo, eu te asseguro

Que a minha e a tua alma destinam, no futuro

Morrerem, quando em massa nosso par morrer.


Escrito por Jakito às 13h48
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